ARTS & CRAFTS

Atualizado: 24 de dez. de 2021

"Arts and Crafts" é um movimento estético e social inglês, da segunda metade do século XIX, que defende o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Reunindo teóricos e artistas, o movimento busca revalorizar o trabalho manual e recuperar a dimensão estética dos objetos produzidos manualmente mente para uso quotidiano. Quase 2 séculos depois, a História traz-nos o passado como aprendizagem e forma de combater os produtos industrializados que tornam as pessoas iguais e com a agravante dos problemas ambientais evidentes. É a este movimento que vamos aderir e transportar para os dias de hoje os ensinamentos.

 

Ilustração de William Morris



William Morris liderou um revivalismo na Inglaterra vitoriana e capitalista, baseado nas artes e ofícios da idade medieval. Foi o inspirador-mestre do Arts and Crafts. Teve uma profunda influência nas artes visuais e no desenho industrial dos fins do século XIX. Sobre o desenho tipográfico, Morris propagava: “Letters should be designed by artists, not by engineers”. A influência japonesa começa a se manifestar na composição ousada dos quadros, as diagonais, o gosto pelas cores francas, o interesse renovado pelos assuntos da vida quotidiana, tão importante dentro do espírito da modernidade. As gerações de artistas posteriores ao impressionismo encontraram na arte japonesa um repertório novo de formas, motivos e sugestões. Vários aspectos do movimento Art Nouveau não se explicariam sem essa referência aos modelos japoneses.


Arts & Crafts, influenciou o movimento francês da Art Nouveau e é considerado por diversos historiadores como uma das raízes do modernismo no design gráfico, desenho industrial e arquitetura. Entre as áreas com mais destaque nesse movimento, tem-se o design gráfico. As imagens gráficas são mais do que ilustrações descritivas da realidade ou imaginadas. Profissionalmente, o design gráfico surge em meados do século XX, até à altura, todos os trabalhos gráficos eram desenhados pelos artistas comerciais. Os tipógrafos tinham um papel fundamental, faziam o projeto de paginação e davam instruções para a composição; os ilustradores que produziam imagens de qualquer tipo, diferentes técnicas e sobre variadíssimos temas; retocadores, letristas e outros acabamentos.


“A relação entre imagem e fundo, entre o espaço com tinta e o espaço sem tinta, o positivo e o negativo, tornou-se fundamental para a estética do conjunto. A área sem tinta pode ser visualmente tão importante quanto a área com tinta, e o fundo, portanto, as suas proporções e dimensões, a sua cor e textura, é parte integrante do design gráfico.” (Hollis, 2001).


Após os distintos grafismos do século XVIII, as letras, as vinhetas e a rigidez de formas caracterizavam uma relativa estagnação da chamada tipografia revolucionária. Abre-se caminho para uma inteira liberdade de desenhar todos os elementos gráficos. A tipografia clássica, fora algumas evoluções interessantes do seu estilo, continuava a utilizar os seus seculares e tradicionais moldes, mas o século XIX traria a completa liberdade e uma abundante criatividade embora também um estilo confuso. Curiosamente verifica-se que as três funções básicas do design gráfico, se mantém inalteráveis, sucedendo-se vários séculos, estas funções sofreram tão poucas mudanças como o alfabeto romano.


Durante os anos de 1890 a 1900, a Europa e América assistiram ao surgir de um a nova linguagem visual, de uma nova forma de publicidade, também de uma nova forma de arte: as ilustrações coloridas dos cartazes artísticos. Os cartazes artísticos, como linguagem visual, tem a função de apresentar e promover. É essencial que a imagem e a palavra sejam concisas, legíveis, que a mensagem tenha um significado único e fácil de memorizar. Ilustram o estilo artístico da época e introduzem uma nova estética de imagens econômicas e simplificadas, consequente dos meios empregues para a reprodução.

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